31 - Técnica para Descoberta
dos Significados Dominantes na Doença
O
Indivíduo põe no Mundo Externo o que
está dentro dele
Em número anterior, ao abordarmos a “Visão
Distorcida dos Prefixos”, prometemos considerações
sobre os mecanismos mentais para o conhecimento dos significados
dominantes na doença.
Em toda história clínica, há
excessivo cuidado do paciente em insentar-se de culpa. Teme
transgressão pessoal, de ser acusado como negligente,
imprudente, pecador, etc., por causar dano a si próprio
ou a outrem.
Ouvem-se, então, responsáveis
pelo despertar dos sintomas, todos do mundo externo: alterações
de temperatura, mudanças geográficas, variações
ambientais, ingestões alimentares, administração
de medicamentos prescritos por médico omisso e outras
infinitas causas.
Trata-se de mecanismo mental de simples defesa:
projeção. O medo da dor é tão
intenso, que há grande tentação de externalizá-lo,
invocando-se como causadores coisas e objetos externos, depositários
de todos os males. Assim, impactos de acontecimentos externos
marcaram as situações internas de cada pessoa.
Em nova etapa, procura-se descobrir o significado
da situação externa dentro do mundo interno.
Esta relação é fundamental na auto-análise
ou em processo terapêutico de investigação
do inconsciente, procurando-se investigar o que teria ocorrido
de contribuições de impulsos e desejos do mundo
interno no surgimento do acontecimento externo.
É posto em alerta o SELF. Compete
investigá-lo, indagá-lo para se saber o que
de dentro teria contribuído para o aparecimento do
acontecimento externo, procedendo minuciosa visão causal
interna.
Aos poucos, esse processo se torna automático,
através do qual o indivíduo observa no mundo
externo algo, dentro de si, que é semelhante. Esse
processo de identificação acompanha pessoas
amadurecidas que desenvolvem aprendizagem com aquisição
de conhecimentos e interesses, enriquecendo-se com novos atributos.
Essa identificação se faz com coisas ou pessoas
amadas, temidas, odiadas, etc.
Na última etapa, prova de fogo da
estrutura egóica, é tomada a situação
externa como forma maciça de identificação
projetiva, o indivíduo põe no mundo externo
o que está dentro dele.