15 - Novas Perspectivas para
o Tratamento das Doenças do Processo Humano à
partir da Investigação da Mente
Introdução
A prática de processo analítico no tratamento
das doenças psicossomáticas, mesmo com todos
cuidados exigidos antes do inÍcio do processo, pode
ser considerada reducionista. Todas às providências
da retaguarda clínica realizada por experiente clínico
geral, analisado ou com conhecimentos básicos de psicodinâmica,
retaguarda psiquiatra executada por especialista, também
psicanalista, correm como acontecimentos dinâmicos importantes
periféricos à vida bi-pessoal analista-analisando.
O "aqui-agora-comigo" alheio às
disfunções clínicas ou psiquiátricas
está também distante dos fenômenos plásticos
do cérebro e suas sinapses, da regulação
da expressão dos gens que dirige a produção
de proteínas, das qualidades genéticas como
o desenvolvimento dos pais interferindo na apresentação
do genótipo dos filhos, de modo a influenciar a expressão
genética, dos efeitos das medicações
e do seu impacto no cérebro e de repercussões
na memória, etc.
Ao se supor certa facilidade na prática
analítica surgem novos conhecimentos de novas linhas
de investigação de medidas preventivas, de melhor
entendimento da patologia, da maleabilidade de mecanismos
patogênicos da maioria das doenças psicossomáticas
através de pesquisas realizadas e recentemente publicadas.
Há uma série enorme de novas
contribuições, conhecimentos inúmeros
que nos inundam, descobertas não psicanalíticas,
cientificas ou não, trazendo dificuldades desafiadoras
para se saber como determinar, elaborar e expor procedimentos
que constituam uma análise correta que satisfaça
novos padrões e seja cientifica.
Investigação da Mente
Segundo Winnicott
O trabalho de Winnicott (13) baseia-se na análise de
pacientes que regrediram a níveis extremamente primitivos.
Desde o nascimento, o psíquico se
desenvolve fundindo-se ao soma constituindo o psicossoma.
A mente vai surgindo e se organizando graças a uma
parte psíquica do psicossoma.
Para tal objetivo, o desenvolvimento inicial
do individuo pressupõe necessidade absoluta de meio
ambiente perfeito para continuidade de existência do
psicossoma sem perturbação. Esse meio ambiente
é aquele que se adapta às necessidades do psicossoma
recém -formado graças à ampla disponibilidade
materna.
Mãe suficientemente boa faz adaptação
ativa às necessidades de seu bebê, graças
à sua dedicação, imaginação,
recordações e talvez narcisismo que permitem
identificar-se a ele.
A necessidade de meio ambiente bom, inicialmente
absoluta, torna-se rapidamente relativa quando o meio ambiente
se torna mau devido à uma invasão, à
qual o bebê precisa reagir.
Essa reação perturba a continuidade da existência
do novo individuo, ou seja, de seu psicossoma. Assim, a necessidade
de meio ambiente bom, inicialmente absoluta torna-se rapidamente
relativa, uma vez que a mãe suficientemente boa tem
deficiências.
Nessa situação frustrante, o bebê compensa
as deficiências da mãe, com início de
sua atividade mental. O bebê transforma o relativo fracasso
de adaptação em sucesso adaptativo.
A mãe consegue algo muito importante
- está livre da necessidade de ser perfeita procurando
manter o bebê de forma simples, não introduzindo
complicações, além daquilo que o bebê
pode compreender e compensar. E função da mãe
fornecer um fracasso gradual de sua adaptação
para proporcionar ao bebê crescente habilidade através
do inicio de sua atividade mental. Todo bebê que consegue
maior desenvolvimento de sua mente, de forma significativa,
libera sua mãe mais cedo.
Bebê com saúde depende de mãe
suficientemente boa, adequada em sua função
materna através de comportamento constante e regular
proporcionando meio ambiente perfeito até o surgimento
de sua deficiência. O bebê compreendendo o fracasso
relativo da mãe, desenvolve sua mente, equilibrando-a
com o psicossoma.
Bebê sem saúde depende de mãe
não suficientemente boa, tendo comportamento inconstante,
irregular, mostra fracasso materno, conferindo meio ambiente
anormal. O bebê não tendo cuidados no desenvolvimento
do psicossoma sofre desequilíbrio como também
oposição entre mente e psicossoma.
Winnicot t (13) observou em seus pacientes
regredidos invasões do meio ambiente como se fora corpo
estranho no psicossoma provocando dificuldades na adaptação
ativa, reações excessivas e confusão.
Assim, considera o nascimento como processo perturbador na
continuidade da existência do individuo e a memorização
como reação perturbadora pela catalogação
ordenada. Seriam tipos de funcionamento associados ao fracasso
de adaptação ao meio ambiente, que se encontram
além da compreensão ou predição,
como autênticos empecilhos estranhos ao psicossoma,
ou seja, dificultando a continuidade do ser humano em sua
existência real, o SELF.
Winnicott (13) admite ser método falso
considerar a memorização e a catalogação
como recursos que o individuo possa mantê-los fixos
e torná-los seus. A criancinha não pode ser
responsável por esse ambiente mau. Ela deveria odiar
tudo que perturbar o ambiente de seu desenvolvimento e passa
a sedesorganizar pelos fracassos do meio ambiente. Por outro
lado, como lhe é possível amar ou odiar antes
da organização do psicossoma?
O autor, ao afirmar que a mente não
tem localização, sendo fenômeno que não
se localiza no crânio parece se contradizer ao informar
que, a elaboração imaginativa depende de cérebro
intacto, cujo funcionamento é base para o psiquismo
e para a atividade mental.
O crescimento do psicossoma é universal
com suas complicações inerentes. As bases para
o funcionamento mental normal residem em ambiente suficientemente
bom propiciando dois aspectos importantes: a) mínimo
de reação à invasão e desenvolvimento
máximo do SELF; b) catalogação de invasões
para assimilação em estádios posteriores
de desenvolvimento.
Receptividade do Processo Analítico
O processo analítico, a partir das reflexões
da realidade psíquica apontada recentemente por MEISSNER
(11), sempre receptivo, tolerante e compartilhado propiciando
percepção e perspicácia profundas, facilita
com portas abertas a entrada de conhecimentos enriquecedores
procedentes da realidade externa, uma vez que o avanço
do conhecimento, diz FREUD (4), não tolera qualquer
rigidez.
Assim, começando com as perspectivas
de interação, a mente procura ter no corpo,
seu assento no cérebro, com o qual se conecta. O cérebro
é flexível, maleável, plástico
fazendo conexões sinapticas com todos sinais ambientais,
bem como com todas as impressões causadas pela realidade
externa.
A mente derivada do psico do psicossoma e o cérebro
oriundo do soma estão sempre integrados, inseparáveis,
sem reducionismo como esclarece ANDREASEN (2).
O dualismo separando, no paciente, mente
e cérebro, ao longo do tempo, proporcionou erradamente
cuidados psíquicos às alterações
da mente e medicamentos para disfunções cerebrais.
Não há duvida que se usa uma linguagem particular
para as atividades cerebrais e outra referente à mente,
como se subjetividade não alcançasse a experiência
cerebral.
O Processo Humano liga-se à clinica
em todos fatores ambientais e do mundo interno não
escapando com a interação dos gens, enriquecendo
cada vez mais o desenvolvimento do homem.
Os modelos obtidos com animais de laboratório
facilitam a compreensão das conexões mente-cérebro-gens
e ambientes,todas muito dinâmicas, promovendo aumento
de energia pelos impactos recíprocos dessas estruturas.
KANDEL (9), em caracóis marinhos mostrou efeitos positivos
do aprendizado triplicando as sinapses e fortalecendo a regulação
dos gens. Para esse autor se processos psicoterápicos
são entendidos como forma de aprendizagem pode-se aguardar
aumento das conexões sinápticas e alterações
na expressão dos gens, particularmente a habilidade
em dirigir a produção de proteínas especificas.
Se processos psicoterápicos baseados
em aprendizado, que é algo que vem de fora, aumentam
o cotejo de informações externas e produzem
maior número de ligações sinápticas
e alterações nos gens, contudo seria evidente
e indiscutível afirmar, que o processo analítico
baseado em experiências de vida compartilhada bi-pessoal
com emoções, amor e ódio produz muito
mais energia e conhecimentos genuínos internos e conseqüentemente
muito maior numero de conexões sinápticas por
neurônio, maior produção de proteínas
especificas e mais significativas respostas às influencias
dos fatores ambientais.
Até em ratos ocorrem diferenças
como demonstraram GREENOUGH, BLACK e WALLACE (6). Aqueles
criados em ambientes sociais, equivalente ao genuíno
psíquico do processo psicanalítico, comparados
com ratos criados em isolamento, equivalente no homem ao processo
psicoterápico do mundo consciente, produzem número
infinitamente maior de sinapses por neurônio.
O desenvolvimento do homem se faz gradualmente,
em ritmo de saltos, falhas, distorções, ferimentos
e cicatrizes para alcance da maturidade com saúde.
A medicina clássica, exclusiva do
soma é limitada. O processo psíquico com núcleos
básicos de funcionamento é, em si, incompleto.
O psiquismo quando não isolado, mas
sustentado e dependente do cérebro e de todas suas
conexões estruturais permite, pela percepção
e perspicácia do sentido do EU dentro de toda organização
do homem, viver com influencia da realidade interna e do meio
ambiente.
Espera-se, no futuro, a possibilidade de
se incorporar e de se saber lidar com todos os avanços
da neurociência na relação bi-pessoal
do processo analítico,que é também enriquecido
em suas funções com Xerazade,com as histórias
de Turandot e com os mitos de Perséfone.
A experiência em psicoterapia analítica
de grupo familiar permite avaliar os impactos do meio ambiente,
as expressões genéticas, o tipo de criação,
as interações entre irmãos,as atitudes
dos pais, as vivendas de amor e ódio e por fim a patogenia
da doença mental, que nos permite identificar episódios
de vida do pai precipitando quadro depressivo na família.
O processo psicoterápico familiar não é
aprendizado como afirmam KENDLER (10) e colaboradores, que
além disso deturpam o conceito de stress. Energia em
grupo familiar, influenciando expressão genética
em seu membro, só aparece quando há vivendas
de emoções, amor e ódio com o psicoterapeuta,
que jamais ensina.
SCHATZ citado por GABBARD (5) com propriedade
assinala "as células que reagem juntas se unem"
de tal modo que, as conexões neurais confirmam vínculos
entre córtex, sistema límbico, sistema nervoso
autônomo, circuitos de memória, emoções,
estímulos de ambiente, culminando com a expressão
genética.
GABBARD (5) em perspectiva psicodinâmica
admite que o clinico deve sempre considerar o significado
de um estressor especial, palavra utilizada por HAMMEN (7)
em seus esquemas de vida ligados à depressão.
Os autores americanos têm mania de inventar rótulos
deturpando conceitos básicos. Inventam agora o agente
estressor especial, que opera, age, tal como pessoa alheia
que trata de uma função como procurador, quando
no fundo todo material consciente ou inconsciente de um paciente
é por ele descoberto, e, não por alguém
que sugere que este ou aquele acontecimento "se encaixa
na área de auto definição do paciente"
precipitando quadro depressivo.
Dados Experimentais
Perto de 51 trabalhos em laboratórios com macacos rhesus,
ratos, caracóis marinhos, lagostins, etc. de diferentes
autores permitiram a evidencia de correlações
entre meio ambiente, mente, cérebro e gens enriquecendo
o entendimento psicopatológico das doenças do
Processo Humano.
YEH (15) e colaboradores identificaram um
neurônio em um lagostim e suas respostas a serotonina.
O efeito da serotonina no neurônio muda de acordo com
a condição social do animal. Dois lagostins
juntos, um se toma dominante. No dominante serotonina estimulou
o reflexo da cauda em vez de suprimi-Ia. Do lagostim para
o homem a distancia é grande, mas explorando a experiência,
os autores especulam que uma pessoa dominante em relação
à outra pode estimular a atividade da serotonina com
efeitos no cérebro.
Experiências turbulentas e frustrantes
na infância acarretam sensibilidade maior e persistente
no eixo hipotálamo -pituitário -supra-renal.
Grupos de mulheres com episódios de abuso sexual na
infância apresentaram, segundo HEIM (8), aumento pituitário-supra-renal
comparados com grupo de controle, particularmente quando apresentavam
sintomas de depressão.
SUOMI (12) em seu laboratório lidando
com colônia de macacos, há cerca de 10 anos,
apresentou em Simpósio da Fundação Ciba
dados significativos com esses animais, em escala social mais
elevada. lidando com macacos considerados "supermães"
e jovens macacos ou macacos-bebês, quando separados
de suas protetoras, revelaram alterações de
conduta, aumento de cortisol e ACTH, parecendo ter também
vulnerabilidade genética. Reaproximando as macacas-mães
com os macacos-bebês essas vulnerabilidades, muito mais
ligadas à ansiedade de separação, do
que alguma expressão genética, desapareceram.
Por outro lado, adestrando macacos-terapeutas eles não
se mostravam mais adequados que as macacas-mães.
Após um ano de psicoterapia de inspiração
psicanalítica em um homem de 25 anos, com depressão,
em HeJsinki, Viinamaki (14) através de imagens de tomografia
computadorizada de emissão de foton simples (SPECT)
mostrou o aumento da serotonina (antes marcadamente reduzida)
na área pré-frontal mediana e tálamo
sugerindo que, sem qualquer medicação, o processo
analítico normalizou o metabolismo da serotonina.
Outras experiências com o uso da metodologia
da tomografia de emissão de positron (PET), BAXTER
(3) em pacientes com alterações obsessivo-compulsivas
submetidos a processo psicoterápico mostraram redução
de taxas metabólicas cerebrais de glicose.
Todos esses dados experimentais e clínicos
foram extraídos das obras de GLEN O. GABBARD, psicanalista
professor da Clínica Karl Menninger, em particular
de sua "Perspectiva Neurologicamente informada sobre
Psicoterapia".
Memória Procedural
As relações bi-pessoais, entre analisando e
analista, do mundo inconsciente são agora, segundo
AMINI (1) internalizadas e codificadas como memória.
0 autor substitui a palavra transferência e em parte
relaciona com memória procedural. Admite existir na
pratica psicanalítica não uma conversa entre
duas pessoas, mas uma relação estereotipada,
automática e modelada pelo relacionamento nos primeiros
anos de vida. Tais configurações de relação
são codificadas na memória procedural. As defesas
poderiam ser conceitualizadas como forma de conhecimento procedural
que se tornam codificadas na regulamentação
dos estados afetivos associados com as relações
internalizadas.
Protótipos internalizados pelo paciente
podem ser modificados nas interações com o analista.
A memória inconsciente, implícita
ou procedural procede de estruturas subcorticais como núcleos
da base e cerebelo. Ela diz respeito a algo que o paciente
não se lembra e que poderá ser repetido na relação
transferencial vivida.
A memória inconsciente, implícita
ou procedural refere-se a padrões duradouros de defesa
e relações internas inconscientes. Estende-se
a diferentes habilidades como tocar piano, andar de bicicletas,
etc.
É memória inconsciente da linha
do \'conhecimento como", ou seja, sempre indagando.
A memória consciente, explicita ou
declaratória é referente às estruturas
dos lóbulos temporais e hipocampo quando alguém
se lembra de fatos, episódios, idéias, ,etc.
podendo ser genérica ou autobiográfica.
É memória da linha do "conhecimento
de" com características narrativas.
Interface entre Memória Inconsciente,
Implícita ou Procedural e Mémoria Consciente,
Declarativa e também Implícita
Glen 0. Gabbard descreve caso clínico de médico
obsessivo compulsivo que chegava pontualmente em todas as
sessões cinco minutos antes da hora marcada. Na sala
de espera estabelecia tópicos para serem discutidos
na sessão. Cerimonioso na entrada e na saída
do enquadre, revelava durante os cinco últimos minutos
da sessão preocupações ansiosas. Suas
associações obedeciam a padrão automáticos
estereotipados com relatos periféricos congeladores
de afetos.
Gabbard admite-o como operando fora de seu
conhecimento consciente classificando sua memória como
procedural implícita.
Após cinco meses chega, cinco minutos
atrasado a uma sessão, quando se gabava de sua precisão
e perfeição: nunca chegar depois da hora. Desculpa-se
por acidente de transito, fora de seu controle.
0 analista pergunta como o paciente achava
qual seria a sua reação a esse acontecimento?
0 senhor ficaria bravo e me julgaria um irresponsável,
embora me parecesse estar gostando de ler um livro e de conter
a raiva por ser um profissional.
O atraso era sinal de imperfeições, quando o
analista novamente pergunta: "quais as origens do acontecido
e o que as pessoas esperavam dele". Meu pai era militar.
Muito disciplina dor criticava os "preguiçosos"
e os "irresponsáveis". Depois, o paciente
reconheceu no analista as características físicas
do pai como também o seu perfeccionismo.
Nesse exemplo as expectativas do paciente
sobre o analista eram de memória declarativa implícita
envolvendo a representação das características
físicas do analista em comum com seu pai como também
autoridade similar.
As defesas automáticas codificadas
como parte de sua memória procedural implícita
estavam ligadas às representações declarativas
implícitas.
As representações implícitas
de episódios de vida ligadas virtualmente com mecanismos
de defesa implícitos para fugir de afetos desabonadores.
Nas palavras de GABBARD (5) o estado angustiante de "conhecimentos
de" leva ao "conhecimento como" que é
destinado a evitar esses estados.
Impressões
Extraindo dados experimentais e clínicos dos recentes
trabalhos da Neurociência pode-se presumir uma série
de impressões dignas de registro que ampliarão
as perspectivas para o tratamento das doenças do Processo
Humano.
O processo psicanalítico e outros,
que nele se inspiram, quando a relação médico-paciente
é realmente vivida e não aprendida, podem produzir
energia capaz de provocar mudanças nas conexões
neuronais entre córtex, sistema límbico, sistema
nervoso autônomo, circuito de neurônios envolvendo
células que se unem acarretando:
1. aumento da atividade cerebral com repercussão
sobre a memória 2. aumento das sinapses proporcionando maior
capacidade criativa 3. efeito adequado de medicações
prescritas 4. aumento na produção de serotonina 5. produção de proteínas
especificas portadoras de mensagens 6. controladoras de funções
orgânicas 7. melhores recursos para suportar crises
depressivas decorrentes de separações intermitentes,
divorcio, assalto e morte de pessoa amada 8. eficiente expressão genética
para diminuir vulnerabilidade hereditária, alterar
sensibilidade evitando depressão e proporcionando às
crianças novos modelos de relações com
pais e irmãos 9. aumento de defesas para proteger eventuais
efeitos patológicos de um gen
***************
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***************
Resumo
Significativos resultados foram obtidos pela Neurociência
no tratamento das Perturbações Psicossomática,
onde muitos psicanalistas se incluem, com trabalhos elaborados
em laboratórios experimentais através de caracóis
marinhos, lagostins, ratos, macacos Rhesus, etc. como também
laboratórios clínicos com utilização
de tomografias computadorizadas de emissão de fóton
simples (SPECr) e tomografias de emissão de Positron
(PEr) em pacientes em análise, comprovando-se que o
processo analítico e outros de inspiração
psicanalítica produzem energia capaz de provocar mudanças
mente-cerebro, córtex, sistema límbico, sistema
nervoso autônomo e outras conexões neuronais,
aumentando a atividade cerebral com repercussões, sobre
a memória, acarretando maior numero de sinapses, propiciando
maior capacidade criativa, alterando a expressividade genética,
regulando e aumentando a produção de serotonina
e de proteínas especificas.
* Aula Inaugural de Psicossomática no Programa de Estudos
Pós-Graduados em Psicologia Clinica da Pontifícia
Universidade Católica de São Paulo -1° de
Março de 2001.
* Prof. do Curso Continuado de Psicossomática do Instituto
de Psicossomática de S. Paulo.
Ex-Diretor e Professor Titular de Psicologia Médica
e Medicina Psicossomática da Faculdade de Medicina
do ABC.
Membro efetivo da Sociedade Brasileira de Psicanálise
de São Paulo.
Presidente Honorário da Sociedade de Gastroenterologia
e Nutrição De S. Paulo.