Um dos mais importantes
coisas que podemos aprender em termos de saúde e felicidade
é que elas são a mesma coisa. Quando dizemos
que ninguém infeliz é saudável e que
ninguém sem saúde e feliz, só estamos
declarando que uma coisa é igual à outra, só
que em pontos diferentes. E, portanto, cuidar da saúde,
é cuidar da felicidade e vice-versa!
Nossos cuidados não devem ser só em relação
ao corpo. É muito boa essa coisa toda de fitness, a
onda de cuidar do corpo, estar em forma e coisa e tal. Mas,
isso tudo não adianta muito se junto com isso não
colocamos uma boa dose de atenção em nossa felicidade
também. Por isso tem se falado tanto de “qualidade
de vida”.
Quando pensamos em qualidade de vida, pensamos em um corpo
“em dia”. Precisamos combater o pior mal da vida
moderna que é o sedentarismo. Com um corpo parado horas
por dia, a semana toda, por todo mês, anos a fio...
estamos condenados a um corpo que não pode funcionar
direito, que está tudo travado e que não é
mais apto a gerar sensações e disposição
para vivermos alegremente, para desfrutarmos do prazer de
viver.
Por outro lado, se não cuidamos de nossa felicidade,
de nada adianta termos um corpo apto e super bombadão
se não temos nenhuma perspectiva de bons momentos.
E “bons momentos” quer dizer ter outras pessoas
na nossa vida: participação, convivência,
amigos e amores. Uma vez perguntaram ao Freud qual era o segredo
da felicidade e ele respondeu: amor e trabalho!
A palavra “amor” nesse sentido quer dizer uma
boa convivência. Quer dizer a nossa capacidade de conviver
bem, de termos relacionamentos legais e estáveis: amigos
e amores.
Por outro lado, “trabalho” quer dizer a nossa
capacidade de participarmos da comunidade. De estarmos entrosados
e termos um papel legal no grupo em que vivemos, nossa capacidade
de sermos úteis.
Ter uma boa qualidade de vida, então, quer dizer:
1 - ter um corpo em forma, para podermos ter disposição
e capacidade de viver e fazer coisas;
2 - ter relacionamentos legais (amigos e amores) e
3 - ter um trabalho, uma forma de participar e ser útil.
Qualquer um desses três itens que esteja faltando é
mau sinal... é sinal de que não estamos saudáveis,
que algo está precisando de atenção!
O mais fácil deles, que depende só de um pouco
de disciplina é a boa forma física. Um mínimo
de atenção ao que comemos, aos nossos hábitos
e um pouco de exercício e higiene básica, visitas
regulares a médicos e dentistas... e pronto! Corpão
saúde!
Agora, quando começamos a falar em relacionamentos
e trabalho, a coisa fica muito mais complicada! Muito mais
complicada! É preciso atenção e muito
auto-conhecimento... e uma boa dose de sabedoria (essa coisa
meio fora de moda).
É na convivência com as outras pessoas que vamos
encontrar nosso céu e nosso inferno.
E convivendo com os outros que vamos aprender a nos conhecer,
a conhecer nossas qualidades e nossos defeitos. Sim! Nós
também temos defeitos!!! Não só os outros...
Nós não somos perfeitos! E precisamos aprender
a ganhar a simpatia das outras pessoas, a nos fazer respeitar
e nos fazer apreciar. Precisamos aprender a reconhecer as
necessidades dos outros e a respeita-los também. Precisamos
aprender a pedir desculpas, a dividir coisas e a saber esperar
e compreender. A convivência machuca muitas vezes. A
falta de atenção das pessoas machuca muito,
nos faz ficar retraídos. Distantes e solitários.
Mas, nessa aprendizagem toda de conviver bem que vamos recolher
o maior mel da vida: os amores e os amigos. Isso é
difícil, muitas vezes temos que engolir o orgulho,
aceitar coisas duras, mudar... lamber as feridas... Por isso,
muita gente prefere viver meio isolado, mas seguro. Mas, como
dizia um antigo professor meu: “seguro... morreu de
tédio!”
E, provavelmente, meio doente... Por isso: viva a vida! Viva
a boa forma, o sol, a natureza, os amigos e os amores! Sorria
e se encontre, cumprimente, puxe conversa... chegue nas pessoas,
guarde espaço e tempo prá elas na sua vida.
Não as assuste, não as evite, vá até
elas.